É uma doença alérgica do aparelho respiratório que afecta primariamente os pulmões. Na presença desta doença forma-se um edema do revestimento interior da árvore bronquial e excessiva secreção do muco viscoso que forma tampões. O ar move-se livremente dos bronquiolos aos alvéolos. Assim ocorre na respiração normal, mas quando as paredes musculares dos brônquios se constróem, dificilmente circula e tende a ficar agarrado aos alvéolos. Ao sair através do espaço reduzido dos brônquios, devido ao edema, aos espasmos e secreções, produzem-se “sibilos” do asmático. Devido a esta situação a quantidade de oxigénio que passa da árvore respiratória para os alvéolos e destes para o sangue é menor o que pode levar o doente até a um estado cianótico (cianose- coloração violácea ou tom azulado da pele). A asma caracteriza-se por ataques agudos que ocorrem uma vez e outra. Usualmente começa com uma tosse seca e sibilos no peito (sibilâncias), seguidos por uma dificuldade em respirar (Dispenaia; ansiedade de ar), por uma sensação de “aperto” no peito. A tosse é produzida por expectoração de fleuma espessa e os sibilos são facilmente audíveis. Existe um bom número de elementos que podem produzir os sintomas asmáticos, como as drogas a as inalações químicas. Existe quem desenvolva um quadro como reacção a certos alimentos mas não é comum. A maioria desenvolve o episódio asmático como uma reacção a partículas derivadas da natureza biológica ou inanimada. Estas partículas têm o nome de alergénos. Temos como exemplo de alergénos o pó da casa, a caspa de cães e gatos, o pólen das flores, entre outros. Os problemas de tipo emocional também podem desencadear uma crise asmática. Um elevada percentagem de asmáticos (aproximadamente 90%) respiram pela boca, aumentando assim a possibilidade de que o pó do ar e os gérmens da boca e faringe sejam transmitidos aos pulmões. O tratamento do doente asmático não deve limitar-se só à fase aguda mas sim considerar a saúde do doente durante o resto do tempo. Do cuidado que se tenha durante os períodos assintomáticos depende a restauração completa do doente. Terapia Geral Muito Importante: Se o doente não responde e a dificuldade derespirar aumenta, deve procurar imediatamente ajuda numa instituição desáude. Devem-se manter todos os esforços para eliminar o pó da casa. A roupa deve estar bem guardada para evitar que apanhe pó. Não deve usar camisolas de lã ou de qualquer outro material do qual se desprendam partículas de fios facilmente. É preferível usar mantas ou colchas de algodão. Devem evitar-se também todo o tipo de sprays, pó talco, cosméticos, perfumes e flores no quarto de dormir. A alimentação no caso da asma é um elemento fundamental para a cura. Existe uma clara relação entre a asma e o baixo nível de açúcar no sangue (Hipoglicémia), por isso muitas vezes os asmático apresentam baixos níveis de açúcar. Isto não quer dizer que necessitem de comer açúcar, até devem eliminar da alimentação tudo o que seja à base de açúcar: gelados, bolos, bolachas, chocolates, pastilhas, refrescos, leite maltado, etc. O asmático deve também evitar todo o tipo de carnes (consumir em doses reduzidas caso não queira deixar de comer carne) e o leite de vaca já que este cria mais mucosidade que vai dificultar o processo respiratório. A dieta do asmático deve incluir muito alho, folhas verdes, saladas cruas, todo o tipo de frutas frescas, batatas, nozes e cereais integrais. Numa crise: Como ajuda inicial toma-se uma chávena de água fervida com dois dentes de alho. Dois dentes de alho por taça de água são suficientes. O tratamento de Hidroterapia mais recomendado é a aplicação de fomentação alternada sobre o peito e os pés dentro de água quente. Procedimento: Molhe uma toalha em água quente e pegue-lhe pelas pontas. Escorra bem e envolva num pedaço de pano de algodão ou noutra toalha mais fina, a fim de conservar o calor. Envolva cada fomentação numa toalha seca. Dispa o doente e cubra-o com um lençol e uma manta. Coloque um plástico sobre a cama para evitar que se molhe. Colocar sobre a cama um fomento e cobri-lo com uma toalha. Este fomento deve chegar à altura do tórax. Deite o doente sobre o fomento de maneira a que a coluna fique sobre ele. Coloque uma toalha sobre o peito do doente e também um fomento quente. Cubra-o com uma toalha. Se o fomento estiver muito quente proteja o doente com outra toalha. Cubra o doente até ao pescoço com um lençol e uma manta. Humedeça uma toalha pequena em água bem fria, esprema-a e coloque-a sobre a fronte do doente. Depois de 3 a 4 minutos retire o fomento do peito e faça uma fricção por meio minuto com uma toalha molhada em água fria e bem espremida. Depois da fricção seque bem o peito, aplique o segundo fomento rapidamente e cubra o doente. Se a toalha que usou para proteger a pele está muito húmida troque-a por outra seca. Humedeça constantemente a toalha que está sobre a fronte do doente. Faça com que o doente tome água durante o tratamento. Ao mesmo tempo que coloca o primeiro fomento coloque os pés doente numa vasilha com água quente, que deve manter sempre a temperatura inicial e cobrir até aos tornozelos ( o lençol e a manta devem cobrir também o recipiente dos pés)). Sobre o peito devem aplicar-se 3 ou 4 fomentos. Depois de cada fomento não se esqueça da fricção. Ao retirar o 4º fomento do peito e fazer a fricção, deve-se retirar os pés da água e fazer uma fricção com um pano bem frio. A fricção deve fazer-se em toda a extremidade da pele, perna e músculo. Faça logo sentar o doente e retire o fomento da coluna, fazendo a fricção de rotina por meio minuto. Limpe-lh a cara com uma toalha molhada, faça com que tome água e deixe-o repousar na cama por uma hora. Precauções: Evite as correntes de ar, que o doente sinta frio (descubra só a parte que vai tratar); evite manipulações desnecessárias, queimaduras (use toalhas para proteger a pele). Também se pode aplicar o fomento só em cima da coluna, deixar o doente quieto por trinta minutos e ao fim deste tempo friccionar brevemente a coluna com uma toalha húmida. Pode ainda fazer um tratamento na área supra–renal (em cima dos rins) para estimular a produção de adrenalina a qual dilata os brônquios. O tratamento consiste em dar cachoteios (com as mãos de forma encovada) suaves sobre esta zona. Isto pode fazer-se durante 5 minutos e repetir-se 3 a 4 vezes ao dia. O doente deve respirar ar frio. Alguns doentes não respondem bem às vaporizações quentes que podem contribuir para a congestão e dema dos tubos bronquiais. No 1º dia de tratamento não coma comida com sal. De preferência coma só fruta nas 3 refeições e não coma nada entre elas. Tome só água. Faça todos os dias exercícios de respiração profunda ou abdominal (Diafragmática), 5 minutos 3 vezes ao dia. Mantenha sempre uma respiração abdominal ( movimentos do abdómen em cada respiração). Tome um banho de sol de 15 minutos todos os dias (dentro do possível). Durma o mais direito possível. Não devem existir animais em casa. Tome muita água todos os dias de maneira a que a sua urina fique de tom amarelo pálido, quase branca.