inícioíndice não importa bom senso avariado garraiada eslovena cigarro mal cheiroso se eu fosse mais pequeno e mexe, mexe, mexe a morte chamou-me em lisboa carro morador fio cortadoas coisas que não me aconteceramsobre o rio do teu corpouma semana para estabilizar a morte análise compor-tamental aplicadapom, pom, pom, pommergulho nas pessoas
A persistência gerou a vida com ataques obstinados a um óvulo mergulhado. Depois a paciência pouco a pouco com o bater do meu reunido coração plagiou todas as células. Durante alguns meses ainda, uma a uma ao bater de duas vidas.
Pom, pom, pom, pom o da mãe.
Pom, pom, pom, pom o meu.
Pom, pom, pom, pom o da mãe a correr.
Pom, pom, pom, pom o meu à espera.
E era isto, de dia e de noite. A vida colonizava as minhas células naquela bolsa de água quente. E eu ouvia sem cansaço.
Pom, pom, pom, pom o da mãe.
Pom, pom, pom, pom o meu.
Pom, pom, pom, pom o da mãe a correr.
Pom, pom, pom, pom o meu à espera.
E o meu coração lá ia atrás do som de outro sempre atrasado. Foi aí que pensei em me enxugar e à hora certa a rapidez da palmada do artista fez entrar o ar nos meus pulmões. Queimou-me tudo cá dentro e também me queimou todo por dentro.