Prosa 2004

inícioíndice não importa bom senso avariado garraiada eslovena cigarro mal cheiroso se eu fosse mais pequeno e mexe, mexe, mexe a morte chamou-me em lisboa carro morador fio cortadoas coisas que não me aconteceramsobre o rio do teu corpouma semana para estabilizar a morte análise compor-tamental aplicadapom, pom, pom, pommergulho nas pessoas

As coisas que não me aconteceram

Hoje foi hoje, mas é que chamo mesmo hoje ao dia de hoje. Podia chamar-lhe o dia da dama filantropa, da lágrima obcecada, da lagoa pontiaguda ou até o dia da companhia polida, mas não, chamo-lhe hoje. Um idílio invisível perseguiu-me e só o vi ao meu lado, há pouco, quando procurava as chaves na entrada da várzea turbulenta onde vivo. Foi mais ou menos assim:

Como é possível ter passado dez dias num e sentir que queria cem. As coisas que não me aconteceram! Passar um dia inteirinho sem sentir o abanar dos meus pelos e afirmar - as coisas que não me aconteceram. E aparentemente pareço um pupilo serôdio ao julgar assim mas não me canso de pensar – as pessoas com quem não falei – é que assim reparo logo nas que falei …