Prosa 2004

inícioíndice não importa bom senso avariado garraiada eslovena cigarro mal cheiroso se eu fosse mais pequeno e mexe, mexe, mexe a morte chamou-me em lisboa carro morador fio cortadoas coisas que não me aconteceramsobre o rio do teu corpouma semana para estabilizar a morte análise compor-tamental aplicadapom, pom, pom, pommergulho nas pessoas

garraiada eslovena

Agitei o meu discernimento até à rouquidão quando o esloveno expôs a sua bravura aderido à terra batida da arena. Alguma coisa não estava a condizer!

O autocarro rola pelas vertentes humanizadas da Beira Interior, rola rodeado de montes de sol, montes de alegria, montes de ar puro, montes de montes e montes de boa companhia. Eu quero é montes, pensava eu com tanta força, que por vezes saía tudo pela boca em direcção aos sobreiros, aos riachos, às ovelhas que já comiam erva, marcos das casas e só parava no horizonte irregular típico. …
Sempre à desgarrada o meu coração solevava num estampido redondo, sapatadas, coelheiras e ferraduras a caírem por todo o lado. De qualquer assento acordado saía um urro bem mandado - viva os Duros - porque os Duros, não só são desagradáveis ao ouvido como têm um duro destino, correspondem precisamente a todas as situações para defesa da sua cavalaria andante.