Prosa 2004

inícioíndice não importa bom senso avariado garraiada eslovena cigarro mal cheiroso se eu fosse mais pequeno e mexe, mexe, mexe a morte chamou-me em lisboa carro morador fio cortadoas coisas que não me aconteceramsobre o rio do teu corpouma semana para estabilizar a morte análise compor-tamental aplicadapom, pom, pom, pommergulho nas pessoas

Hoje pintei, não com óleos, telas e pastéis mas com o suor dos meus olhos em teclas negras desgastadas.

Por vezes, sentado em qualquer espaço ou até mesmo quando desço as estreitas vielas da cidade que diariamente contemplo, surge uma ideia vinda de uma infância minada pelo sonho de ser inventor. É algo tão preciso, tão consistente que sou incitado a executá-lo imediatamente. São ideias claras que fazem o meu menino instigador, inovador e idealista balbuciar gritos estridentes de alegria por avistar um vaso de emoções novas, fortes e imanentes. Aproprio-me de todas estas ideias e bebo o seu suco criado por uma suposta influência mágica.Enfado os dedos no intervalo do meu cansaço e sobre o domínio dessa influência fico mais realista. Só a escrita depura um vate!