Prosa 2002

inícioíndiceprelúdioalegroaforismo 1 . a casa aforismo 2 . o leão olho no pensamento dia direitinho desinteresse temporal dois olhos recompensa tardia matemática dos sentidos outro ângulo corpo humano senti a tua falta cabeleireiromusas com sucedâneo brado singelo

Comeno VI - Olho no pensamento

Umas borbulhas emaranhadas na minha voz pouco nítida saltam em uníssono pela boca do nariz deste corpo sebento de tanta elocução. Isto vai e vem ao sabor dos meus pensamentos que desaparecem quando os olho. Se não lhes presto atenção estiolam competentemente e refrescam a minha boca mas se me exaltam em demasia olho-as como outro, destaco uma procissão para o adro que sou eu como numa afirmação crente nestas ideologias de raciocínio.
As borbulhas vão e vêm num sentir desmesurado neste resto de dia em que me encontro acordado. Tanta coisa num só dia, tantas semi-rectas multiformes, tanto requeijão mal servido, tanta mola deslaçada que tudo endeusa esta noite que agora finda como qualquer outra menos ríspida.