inícioíndiceprelúdioalegroaforismo 1 . a casa aforismo 2 . o leão olho no pensamento dia direitinho desinteresse temporal dois olhos recompensa tardia matemática dos sentidos outro ângulo corpo humano senti a tua falta cabeleireiromusas com sucedâneo brado singelo
Um, dois... Um dois três. Maestro toque mais alto para eu não ouvir o malfadado.
Numa correria perceptível homens simples ou letrados invadem territórios hostis. Com espingardas novas e antigas, umas de pólvora outras com silenciadores avançados, chegam de carro, a pé e por vezes às costas uns dos outros. Caras cobertas por pinturas de guerra aproximam-se com cautela, resguardando emoções pestilentas pela sede do tempo e da má alimentação.
Não importa o motivo deste séquito, não culpabilizo o leitor por estas parcas palavras queimarem os seus dedos frágeis, mas censuro com força e sem estorvo o autor por ter o promíscuo pensamento e a posterior acção de elaborar esta quinquilharia literária. Um prostíbulo de pensamentos e emoções que clareia o refúgio dos segredos que sempre disfarçamos em nós.
É favor suavizar a velocidade, este livro ao ser lido gera uma tal controvérsia interior que contraria os bons velhos tempos. Lembram-se? Lembram-se daquelas cabecinhas de há vinte, trinta ou quarenta anos? Isso é que eram tempos! Agora temos uma vida melhor que o maior milionário do pretérito século e continuamos a enaltecer o passado e a denegrir o futuro porque não o compreendemos.
Queimem, rasguem estas dissertações emanadas de racionalismos asseverados antes da entrada do arrependimento ou então leiam tudo com os olhos bem fechados, para não repararem no vosso lúcido interesse em estranhos devaneios que sempre serviram para igualar o homem.