As cidades crescem em altura, as aldeias em superfície e a educação nos dois sentidos.
Educação 2005

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Pau de giz ou DVD Interactivo

Nos últimos anos o desenvolvimento económico transformou Portugal. O Capitalismo entrou pela fronteira nordeste europeia e pelo litoral oeste americano e ligou o país, com auto-estradas gratuitas e distribuições alimentares acessíveis a todos. As preocupações individuais já não passam por conseguir o sustento diário mas sim concretizar projectos de vida mais ambiciosos: um carro – dois se possível -, um apartamento aos trinta, uma casa na Serra aos cinquenta e educação superior para toda a descendência. Descobre-se o direito ao lazer e os portugueses viajam. Sem emigrações longe da família, os actuais problemas diários dos portugueses fazem rir nove décimos da população mundial; Índia, China e América Latina a labutar para o essencial e nós com queixumes necessários para levar em frente o projecto europeu de unificação sem persuasão bélica.
A âncora dos novos métodos de aprendizagem é a tecnologia. Os actuais educólogos dispõem de um vasto leque de materiais de apoio didáctico, uns para as suas aulas, outros que servem de suporte para a aprendizagem fora da escola. A Internet, a maior e mais ecológica enciclopédia escolar, necessita de ser introduzida nas salas de aula; essa entrada tem de ser feita pela mão do professor, seguro de usar o seu potencial como ferramenta sempre disponível. Computadores portáteis, sites interactivos, enciclopédias em CD e DVD, dicionários electrónicos, calculadoras gráficas, jogos didácticos, entre outros, são transformadores pedagógicos. Apesar dos novos métodos e instrumentos didácticos, o ensino encontra-se entrincheirado entre os pedagogos formados no século XX e a realidade do século XXI. Nas escolas portuguesas, deparamo-nos com professores que não só vivem à parte dos novos suportes educativos como rejeitam a aprendizagem necessária para os usar.
Os professores passam a vida a ensinar mas não quererem aprender! Deste facto, advêm novos problemas para o ensino português como a distância entre o professor e o aluno mas desta vez em sentido inverso; os professores começam a ficar para trás e isso pode alterar a estrutura educacional e a sua supremacia como instituição primária de difusão do conhecimento.
Surgem os “analfanetes”, indivíduos desactualizados que estagnam a uma boa distância dos novos métodos de aprendizagem: pesquisa, selecção e assimilação. Os “analfanetes” descartam a aquisição de novas competências sempre que estas exijam um esforço de aprendizagem. Este fenómeno, que leva à aliteração dos mais eruditos do século passado, surge devido ao crescente uso da Informática. Esta nova ferramenta de apoio ao ensino, para ser usada, necessita de conhecimentos básicos que muitos educólogos resistem em adquirir. Os ”analfanetes” têm lacunas que não desejam colmatar, no entanto, muitos deles continuam a orientar a educação em Portugal. O processo de modernização das escolas torna-se, assim, ainda mais lento porque os seus actuais gestores não estão devidamente preparados para usar as potencialidades desta nova era tecnológica na Educação. É urgente reformar, reformular, reestruturar e modernizar a comunidade escolar, em especial os professores que ensinam a ensinar.