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O papiro – invenção atribuída ao povo egípcio –, foi o material mais importante para o segundo sistema de escrita. A escassez de pedra para as placas, já que a mesma era utilizada para a construção das pirâmides, levou ao aparecimento de um novo suporte. A resposta foi encontrada na planta papiro que crescia nas margens pantanosas da foz do Nilo. Os caules de quatro metros de altura eram cortados, justapostos e pressionados com uma pedra. Assim nascia o papiro, um bem cultural que os Egípcios em muito pouco tempo tornaram industrialmente reprodutível.
A substituição do papiro pelo pergaminho teve lugar quando os Fenícios deixaram de exportar as folhas de papiro para a Ásia. Foi então que o Rei de Pérgamo ordenou aos seus sábios que estudassem um tipo de material que pudesse substituir o papiro. Do trabalho destes nasceu o pergaminho, assim denominado em nome da cidade de Pérgamo, que o viu nascer. O pergaminho era obtido a partir das peles de animais, depois de esticadas, secas e polidas. Este novo processo de obtenção de material para escrita tinha a vantagem de ser mais duradouro.
O processo de fabricação do papel começou por ser elaborado a partir de uma planta fibrosa - a cana de bambu. Todo o seu processo, desde o corte dos ramos até à moldagem das folhas, era um trabalho manual. Tal como acontecia com o papiro, também as fibras do bambu eram amaciadas com cal e expostas ao sol até secarem por completo. Depois de secas ao sol, essas fibras eram moídas com a ajuda de um pilão de madeira até formarem uma papa à qual se misturava uma quantidade de cré ou de farinha de arroz, para garantir ao futuro papel uma certa brancura. De seguida, era trabalhada a sua consistência, pelo recurso ao método de compressão e aplicação de colas obtidas a partir de plantas, para segurar as fibras no seu conjunto. O resultado final era então a obtenção de uma folha de papel, ainda que com um aspecto ligeiramente grosseiro.
Inicialmente os livros eram rolos, eventualmente de pergaminho, guardados em estojos e arrumados em estantes. No tempo dos romanos, o livro era editado por escravos letrados, com a multiplicação de um texto em várias cópias manuscritas. Com o declínio do Império Romano a religião transportou esta tarefa para os mosteiros, quase sempre para uso próprio. Raramente esses livros eram comercializados, o que causou a elitização do conhecimento medieval.
No século XII surgiram as universidades e com elas a necessidade de textos, o que causou o ressurgimento da edição e cópia de livros. Em 1469, o preço de um dicionário de latim, impresso em papel, era equivalente ao salário anual de um médico de uma corte.
As edições em escala industrial desenvolveram-se a partir da invenção de Gutemberg, a impressão móvel e reutilizável. Gutemberg, ourives de profissão, teve a ideia de fundir individualmente letras em grande número, possibilitando a combinação de palavras, frases e páginas de forma simultânea.