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helenoheleno@hotmail.com

Tiro a toalha suja e coloco outra mais lavada. Olha, até chego a falar alto comigo mesmo sem me mortificar. Acordo com ideias de corromper, vem o dia enlaçado nos seus sons e imagens e perco os sentidos, quer dizer eu continuo a sentir mas é diferente, é mesmo outro apetrecho de mim sei lá. Então volto a acordar, às vezes até na mesma posição penso as mesmas coisas, parece que as paredes têm sinais específicos que uniformizam o meu passado. Ainda bem que o futuro não o decifro assim fica tudo em aberto e derreto o gelo que quero no calor de todos os meus dias.
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A veracidade é como um traficante de burros de cara desorelhada a sair pela porta amontoada, a sinceridade a sua estrada.
Estiquemos as pernas para o ultra-realismo que encobre o mundo.
Febres de candeeiros num só grampo, puré frio de urtigas maduras no sofá cor de verde.
Uma folha a terminar e eu sem tampa para a fechar. Chapéu sonâmbulo, casaco húmido e um andar de fraco metido num cónico buraco.
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Corpo de água num copo de carne humana - Poesia Heleno Pinhal
a vida sem homónimos /
vira vidro partido /
a vida sem pseudónimos /
um giro distraído. /// um passeio em fim trágico /
um abismo inimigo /
um encontro em tom mágico / um trilho que não sigo.
poema sem a dor /é sol que não aquece /
fruto com pouco amor /
que a minha vida tece. ///
tempo livre é poesia /
que me espanta da prosa /
mas sem ela eu teria /
uma vida tortuosa. ///
toda a noite escrevia /
cortes de sons a metro /
ligado em ferrovia / um bilhete e um sequestro.
quanto tempo tem um verso /
sem contar com o intervalo /
em que paro, sofro e inverso /
evaporo e não me ralo.
///
e por que quero rimar /
estética? que me importa? /
quero-a para embelezar /
fita longa vida torta. ///
nos versos estou seguro /
a vida rola mais fácil /
se os colorir num muro /
ainda fico mais ágil. Fotos Ler
Vou de mão dada comigo, a soltar alegres artefactos dotados de destino.

Este jovem fadista de 8 anos tem disponível para download o seu primeiro álbum gravado em Julho de 2007 no bar “O Cantinho dos Artistas” no centro da Covilhã. Considerado o mais jovem fadista português actuou em público pela primeira vez aos seis anos de idade. Pretende, de futuro, dedicar-se profissionalmente à arte do fado.

Aos 80 anos de idade é um dos maiores coleccionadores portugueses. Natural da Cidade da Covilhã mantém uma constante paixão pelo coleccionismo. Nas suas 13 colecções tem mais de 200 mil objectos reunidos e expostos ao público, desde 1992, numa sala museu situada nas Portas do Sol da Cidade da Covilhã. Desde Agosto de 2007 é também possível apreciar todas as colecções na sua galeria online.

Projecto de divulgação sonora de poesia portuguesa. João Zarco, Alexa, Marto Clife e Clódis são os elementos deste grupo que têm online cinco temas para download.

Heleno Pinhal não faz nada contra a vontade para não perder a criatividade e sente desdém ao escrever algo que tenha valor só para os outros. Apresenta neste portal quatro obras literárias.